— Estou simples, não coloquei brincos, nem nada. O que tem de errado?
— Sua pele está à mostra, e essa calça te marca inteiro – seu olhar desceu para a minha barriga, e em seguida para as coxas.
É, o cropped era comprido, mas curto o suficiente para evidenciar meus músculos sutis da barriga, e eu só gostava de usar porque eu era torneado, de certa forma.
Também adorava as minhas curvas, não vou negar. Escondê-las sob roupas largas era algo que eu simplesmente nunca tinha a intenção de fazer.
— Ah Tae, só vamos logo…
Em resposta, ele simplesmente desligou o carro, e se jogou no recosto em lufadas de insatisfação.
— Não saímos enquanto você não trocar de roupa.
Que caralho!
O encarei prendendo o riso, o que não durou tanto, já que me dei conta de que ele havia falado sério. Cruzou os braços por cima do peito, com a carranca maior que tudo.
— Gostoso, deixa de exagero – pedi da forma mais manhosa possível. — Me arrumei pra você, e pra todo mundo ver que você tem bom gosto…
Gracejei na tentativa de arrancar dele um sorriso que fosse, mas em troca ele permaneceu em silêncio, fitando o nada. Era como se eu deixasse de existir no exato momento em que não fizesse suas vontades.
— Vai ficar nessa? Vamos nos atrasar – falei.
Não demorou muito, Taehyung abriu meu cinto no automático, assim como o meu lado da porta, me olhando friamente outra vez.
— Ou você se troca, ou pode ficar. Vou sozinho.
Soou convincente o bastante para eu ponderar, rolando os olhos. Era o mesmo de sempre.
Eu não tinha lá esses motivos todos para fazer questão de conhecer aquela família, estava indo única e exclusivamente por ele. Porém, aquele ocorrido do carro seria lembrado mil e uma vezes, e diante disso, eu agi.
A contragosto, mas agi. Desci do carro, levei meus passos para dentro de casa outra vez e troquei de roupa no quarto.
·•·
O almoço de família não foi menos caótico.
Taehyung praticamente passou todo o tempo me rodeando, isso claro, após inúmeras recomendações do que eu devia ou não fazer, devia ou não falar, e suspeitei que ele me enxergasse como um garotinho encapetado de cinco anos de idade. Era broxante.
Assim como todo o restante daquela família “conservadora” – lê-se com ênfase no entre aspas. Até meus pais conseguiam fingir melhor seus sorrisos falsos.
Para não dizer que todos eram grotescos, eu gostei bastante de Kim Mynah – a irmã mais velha do meu namorado. Ela elogiou meu cabelo e conversou comigo de forma direta, diferente dos parentes que faziam do Tae o porta voz da família inteira ao se dirigirem a mim.
Ao menos, saímos da mesa na direção da sala de estar, e alguns dos parentes se dispersaram, me deixando respirar um pouco num canto qualquer.
A parte mais considerável daquele almoço foi servirem as bebidas, e apanhei uma taça com vinho rosé de uma marca refinada que eu sabia que era delicioso.
Porém, mal tive a chance de degustar; Taehyung surgiu ao meu lado feito uma sombra, tomando a taça da minha mão no instante em que fui levá-la à boca.
— Nem pense em beber – falou.
— Posso saber o porquê? – minha pergunta foi carregada de insatisfação, e ele nem sequer me respondeu.

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?QUARTO 32 | (jikook).
Fanfiction| CONCLU?DA ? Longfic +18 | Honey é o garoto de programa mais requisitado da Rainbow House - a casa de prazeres mais cara de Seul. Sua vida é cercada de luxos, além das muitas nuances envolvendo a família de elite e sua associa??o duvidosa com uma...
|04| trust is a weapon
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